Entre os dias 15 e 18 de outubro de 2025, a Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), em Juazeiro (BA), sediou o 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), reunindo cerca de 6 mil participantes entre pesquisadores, agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais, estudantes, movimentos sociais e representantes de instituições públicas e privadas.
Com o tema “Agroecologia, Convivência com os Territórios Brasileiros e Justiça Climática”, o congresso promoveu uma intensa programação composta por apresentações de trabalhos, rodas de conversa, painéis, feiras, festivais de arte e cultura, além de diversos espaços de intercâmbio de conhecimentos que reafirmaram a agroecologia como estratégia para o enfrentamento das mudanças climáticas, da insegurança alimentar e das desigualdades sociais.
O Projeto FomeS esteve representado por uma de suas pesquisadoras, cuja participação foi viabilizada com o apoio do Programa Bahia Sem Fome. Além de acompanhar os principais debates científicos e políticos promovidos pelo congresso, a pesquisadora participou de diversas atividades de campo que proporcionaram uma aproximação com experiências exitosas de convivência com o Semiárido e promoção da Segurança Alimentar e Nutricional.
No Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro), a programação abrangeu visitas às hortas comunitárias, Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) e ações do Programa Bahia Sem Fome, incluindo a entrega de cestas de alimentos, além de participar do Ato pela Democracia, momento que reuniu manifestações culturais, sociais e políticas em defesa do Direito Humano à Alimentação Adequada, da reforma agrária, da agricultura familiar e da justiça climática. As atividades possibilitaram conhecer experiências que fortalecem a agricultura familiar, a convivência com o Semiárido e a promoção da Segurança Alimentar e Nutricional por meio da educação, da produção sustentável e da valorização dos territórios.
Para o Projeto FomeS, a participação no 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia representou uma importante oportunidade de aproximação entre a produção científica e as experiências desenvolvidas nos territórios, fortalecendo o diálogo entre mudanças climáticas, sistemas alimentares, saúde e políticas públicas.

